Dr. Bruno André | Cirurgia Plástica | Londrina – PR

Rejeição das Próteses de Silicone: quando se preocupar e como tratar

A ideia de “rejeição” de próteses de silicone ainda gera muitas dúvidas. Na prática, o que a maioria das pacientes chama de rejeição é na verdade a contratura capsular, uma resposta exagerada do organismo ao implante.

O que é a rejeição ?

A chamada “rejeição da prótese”, na maioria dos casos, não é uma rejeição verdadeira como ocorre em transplantes. O que pode acontecer é a contratura capsular: uma resposta do organismo que forma uma cápsula ao redor do implante (algo normal), mas que em algumas situações se torna mais espessa e rígida, causando desconforto, alteração no formato da mama e, em casos mais avançados, dor.

Quando a rejeição acontece ?

Essa reação pode surgir meses ou até anos após a cirurgia, e não está necessariamente ligada a erro técnico. Fatores como características individuais do organismo, microcontaminação, hematomas ou até processos inflamatórios subclínicos podem influenciar.

O ponto mais importante — e pouco falado — é que existem formas de reduzir significativamente esse risco.

Como diminuir as chances de rejeição ?

  • Escolha criteriosa da prótese
  • Técnica cirúrgica adequada
  • Ambiente cirúrgico controlado
  • Acompanhamento pós-operatório bem orientado

Quando procurar um cirurgião plástico?

Alguns sinais merecem atenção:

  • Endurecimento progressivo da mama
  • Mudança no formato ou posição da prótese
  • Assimetria recente
  • Desconforto ou dor
  • Sensação de “mama mais alta” ou artificial

Por que isso acontece?

A contratura capsular é considerada multifatorial. Entre os principais mecanismos envolvidos estão:

  • formação de biofilme bacteriano (contaminação microscópica)
  • resposta inflamatória individual aumentada
  • sangramentos ou acúmulo de líquido (hematoma/seroma)
  • fatores relacionados à superfície e posicionamento da prótese

Ou seja, não se trata simplesmente de “o corpo rejeitar” mas sim de uma interação complexa entre organismo, implante e técnica cirúrgica.

Quanto mais precoce a avaliação, mais simples tende a ser o manejo.

Tratamento: o que pode ser feito?

A conduta depende diretamente do grau da contratura e dos sintomas:

  • Graus I e II (leves): muitas vezes apenas acompanhamento clínico. Em alguns casos, podem ser utilizados medicamentos específicos ou medidas conservadoras.
  • Grau III: já costuma haver indicação cirúrgica, especialmente se houver incômodo estético.
  • Grau IV: indicação cirúrgica clara, devido à dor e deformidade.

 

As abordagens cirúrgicas mais comuns incluem:

  • retirada parcial ou total da cápsula (capsulectomia)
  • troca da prótese
  • mudança do plano de colocação (ex: subglandular → submuscular)
  • uso de estratégias adicionais para reduzir recidiva

 

Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Preciso me preocupar ?

A informação correta transforma um tema que parece assustador em algo compreensível e, na maioria das vezes, controlável.

Se você tem prótese de silicone e percebeu qualquer mudança, uma avaliação especializada é o caminho mais seguro para preservar tanto o resultado estético quanto a sua tranquilidade a longo prazo.