A ideia de “rejeição” de próteses de silicone ainda gera muitas dúvidas. Na prática, o que a maioria das pacientes chama de rejeição é na verdade a contratura capsular, uma resposta exagerada do organismo ao implante.
A chamada “rejeição da prótese”, na maioria dos casos, não é uma rejeição verdadeira como ocorre em transplantes. O que pode acontecer é a contratura capsular: uma resposta do organismo que forma uma cápsula ao redor do implante (algo normal), mas que em algumas situações se torna mais espessa e rígida, causando desconforto, alteração no formato da mama e, em casos mais avançados, dor.
Essa reação pode surgir meses ou até anos após a cirurgia, e não está necessariamente ligada a erro técnico. Fatores como características individuais do organismo, microcontaminação, hematomas ou até processos inflamatórios subclínicos podem influenciar.
O ponto mais importante — e pouco falado — é que existem formas de reduzir significativamente esse risco.
Por que isso acontece?
A contratura capsular é considerada multifatorial. Entre os principais mecanismos envolvidos estão:
Ou seja, não se trata simplesmente de “o corpo rejeitar” mas sim de uma interação complexa entre organismo, implante e técnica cirúrgica.
Quanto mais precoce a avaliação, mais simples tende a ser o manejo.
A conduta depende diretamente do grau da contratura e dos sintomas:
As abordagens cirúrgicas mais comuns incluem:
Cada caso deve ser avaliado individualmente.
A informação correta transforma um tema que parece assustador em algo compreensível e, na maioria das vezes, controlável.
Se você tem prótese de silicone e percebeu qualquer mudança, uma avaliação especializada é o caminho mais seguro para preservar tanto o resultado estético quanto a sua tranquilidade a longo prazo.